segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Amor... aos pedaços.

"E no meio de tanta gente"
Você vive à espera de um alguém, ou apenas vive na esperança de não continuar só;

Você tenta, demasiadas vezes, não se deixar abater, seguir em frente e não condicionar seus pensamentos a isso;
Você escolhe demais, pensa demais, poda-se demais, vive de menos, aproveita de menos;

Você anda, corre, caminha, tropeça, canaliza, direciona... e nenhum caminho parece levar a algum lugar.

Até que você quase descrente, levanta as vistas, olha para trás e enxerga, bem ali, no meio do caminho percorrido em meio às confusões dos últimos meses está o tão sonhado troféu.

E você percebe que o perdeu, que o deixou para trás num momento de deslize e percebe o pior... não há como voltar.


Não há volta. O caminho percorrido cegamente, distraidamente, automaticamente o fez deixá-lo no caminho, por um deslize, uma falha, por dar importância a outra coisa momentânea, por estar cega, por estar fora de si talvez...


E você percebe que nada que fizer, e por mais que tente, nada será como antes, desde que passou a enxergar o erro, desde que olhou naqueles olhos castanhos, que notou o sorriso inigualável e se viu envolta num abraço apertado e ouviu o "adeus... se precisar de algo, qualquer coisa, me ligue"... e assim levantou os olhos e girou a cabeça observando o que passou.


Agora passou...


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Escolhas...

Em meio à guerra, escolhi a paz;
Em meio às lágrimas, escolhi o sorriso;
Em meio as confusões da vida, escolhi refletir e silenciar antes de tomar uma atitude;
Em meio à maldade, escolhi cultivar bem;
Em meio às trevas, escolhi o caminho da luz;
Em meio às maledicências, escolhi a prece;
Em meio à injustiça, escolhi não julgar;
Em meio ao ódio, escolhi o amor;
Em meio à esperteza, escolhi a sabedoria;
Em meio à tanta futilidade, escolhi ser real;
Em meio à tanta gente, escolhi ser uma pessoa...


Uma pessoa delicada, amorosa, gentil, temperamental às vezes chatinha na maior parte do tempo, com uma personalidade mafaldiana por natureza... inquieta, que não gosta de ver injustiça, que por mais que leve na cara ainda tem fé no ser humano, que ainda tem muito a melhorar, mas uma dia chega lá...


A todos uma ótima semana e que tudo seja lindo, belo, claro e colorido :)
Beijossssss

Fazendo a faxina....

Bom pessoal,

Depois de meses e meses sem dar as caras por aqui, estou de volta e muito bem disposta a continuar a escrever meus pensamentos e opiniões neste espaço.

Sem mais delongas, está declarada a volta!

Nos vemos muito em breve.

Beijos e boa semana

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Abrindo espaços íntimos


Hoje trago uma dica e leitura... O livro "Tempo de delicadeza" me pegou desprevenida numa fila de supermecado há tempos atrás, e me encantou pela forma como o autor descreve as situações, é uma coleânea de crônicas e vez por outra abro aleatoriamente e me delicio com gratas surpresas. O livro foi impresso em versão de bolso, e quem tiver interesse o ISBN é 978-85-254-1652, Editora L&PM Pocket.
Compartilho com vocês um dos textos " Abrindo espaços íntimos"...

Ela sabia que a entrada daquele homem pela porta de sua casa não era uma coisa banal. não chegava a ser um terremoto, mas se preparava para alguns deslocamentos geológicos na sua alma. diria que ela propiciava que isto acontecesse, como se ali fosse se cumprir um ritual. e seria bom que ele também soubesse disto, que as pessoas não deviam entrar numa vida, numa casa e consequentemente num corpo de maneira desatenta e egoísta. a casa é lugar de permanência, mais que motel ou hotel. exige cumplicidades mais delicadas.

Contudo, precavida quanto a essa noção de permanência, sabendo que a vida às vezes é um deserto por onde passam caravanas e tuaregues, admitiu que já seria bom se a casa se convertesse num oásis.

Os primitivos sabem melhor que nós, pretensos civilizados, que estabanadamente banalizamos tudo, que o ritual é que dá sentido aos fatos. mínimos gestos ou certos instantes podem se tornar históricos se estiverem entranhados desse ritmo denso de adágio que têm os rituais.

Cruzar um umbral, a soleira, ultrapassar um limite são coisas graves.

Porque uma coisa é o ver, o aproximar-se, o apertar a mão, dar um sorriso e se tocar progressivamente procurando intimidade. mais do que ocupar espaços, isto é ir povoando espaços. externamente é quando os amantes vão se ampliando, se alongando e habitando conjuntamente o que é público: o cinema, o restaurante, a caminhada na praça ou praia. mas, de repente, estar na casa, na sala, no quarto, no toalete do outro, ver as roupas dependuradas nos cabides, a escova e os grampos na bancada junto à pia, os vidros de perfume, aqueles objetos de decoração na mesa da sala, cinzeiros de prata, uma escultura da polinésia ou cópia de uma santa barroca, isto, convenhamos, é estar com a alma exposta.

É como abrir portas, janelas e gavetas. Há o inesperado. E as pessoas e casas, o que são senão gavetas dentro de gavetas, caixas dentro dentro de caixas? então, ir se aproximando de alguém, penetrar no espaço físico onde a figura amada habita é ir, como na estrutura da caixa chinesa, que contém outra caixa menor, que contém outra menor ainda, que contém outra e outras, até, enfim, chegar ao latente coração do outro.

Essa mulher está reodeada de objetos que tiveram outra história, outras histórias. e durante algum tempo, como se estivesse num luto secreto, adiou reinaugurar o leito, reencenar os gestos, esperar que outro homem fizesse brotar nela arrebatamentos em insuspeitas regiões de seu corpo.

Até os objetos se deram conta que ela está oferecendo algo muito delicado. daí uma cumplicidade entre os objetos da casa e o corpo dessa mulher. eles também esperam que que esse homem venha como um cauteloso conquistador. há uma expectativa no ar, a cômoda barroca guarda em suas volutas e elipeses alguma tensão conscientes de seu papel de coadjuvantes.

Se ele, em vez da delicadeza do gato que é capaz de passar por taças de cristal sem quebrá-las , for do tipo invasor, um godo ou visigodo, que não controla os limites de seu corpo e fala preenchendo tudo egocêntrica e desatentamente, então ocorrerá uma inapelável ruptura, a profanação do instante.

Ela gostaria que ele chegasse como o viajante que vindo de longe, no entanto, fala a sua língua. alguém que não extrapolasse do presente nem invadisse seu passado e futuro. que passado e futuro são coisas que competem a ela doar, quando e a quem os merecer.

Ela o quer nos limites para os quais está preparada agora.

Ela gostaria que ele chegasse com a virilidade suave de um anjo. e quando despertasse no dia seguinte tivesse aquela sensação do mito antigo, de que um deus dormiu lá em casa. tranquila ela veria que a casa e todos os objetos estariam em ordem. só que encantados. encantados como ela, que encantada sai para um novo dia com um sorriso de posse e confiança.

E se ela olhasse para trás veria que os objetos da casa a contemplam cúmplices e igualmente felizes.

por Affonso Romano de Sant'Anna

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Amizade


Amigo é aquele que dá bronca, que numa festa não precisa ser tratado como visita e que sabe que será bem atendido (ou xingado.. rs) se ligar às quatro da manhã para contar aquela novidade que não podia aguardar... é aquele que vibra com suas vitórias e se sente honrado em poder dividir estes momentos, é aquele que chora com você, brinca com você, dá conselhos e espera que você os ouça.. e se não ouvir torce para que esteja errado e que aquele caminho que você insiste em escolher seja realmente o certo e se por ventura você voltar com a "cara quebrada", ao invés de dizer "eu te avisei" dirá "o que podemos fazer para sair dessa?

A amizade hoje é uma palavra muito usada, mal usada, é verdade... os valores cultivados por nossos avós foram se perdendo pelo caminho.. um caminho onde a palavra era uma honra e a falta dela um delito grave. Atualmente temos a péssima mania de chamar qualquer zé mané de amigo, qualquer amiguinha de farra, de amiga... e assim vamos nos enganando e ao primeiro deslize toda aquela candura e fofura vira ódio... aprendemos a odiar por qualquer coisa, porque é simplesmente muito fácil... e facilidade e praticidade é palavra de ordem nesse mundo moderno.

O difícil mesmo é suportar, é querer conhecer, é doar-se sem aguardar um retorno, é admirar e não sentir uma pontinha de inveja... (inveja e amizade definitivamente não combinam na mesma frase), é saber dizer a palavra certa na hora certa, e tropeçar e machucar e saber que terá humildade para reconhecer o erro e que não encontrará resistência, e sim o perdão.

Brindemos, então, à amizade, uma dádiva que Deus em sua infinita sabedoria nos proporcionou.

Que todos nós saibamos distinguir e reconhecer os verdadeiros amigos, não os passageiros, os de momento, os de status... e sim aqueles que acima de qualquer interesse nos quer ver como pessoas melhores neste mundo.

Um beijo grande e boa semana.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Man In The Mirror

Durante anos esse foi um dos trechos de música que mais gostava de cantar, e consequentemente era uma das minhas preferidas nos repertórios da coleção de vinil num tempo em que nem se sonhava com CD.Hoje, uma trágica notícia me fez voltar a repetir mentalmente esse trecho por várias vezes... vi, ouvi e silenciei em homenagem àquele que foi o meu primeiro ídolo.


Para os que não me conhecem muito bem podem achar estranha essa minha declaração aberta sobre este fato que me pegou de surpresa ao voltar do trabalho para casa... MJ foi, é e sempre será um mito, alguém com personalidade difícil de explicar, com um carisma sem igual e de uma genialidade musical sem precedentes... sim há aqueles que não gostam, que o odeiam por terem visto ou ouvido comentários sobre sua vida pessoal, e vez por outra a imprensa sempre sedenta por novidades do denominado king of pop estampava em primeira página.


Isso tudo me fez lembrar o passado quando eu era uma fã (fanática mesmo) e não suportava ouvir quando falavam mal dele... quem quisesse que o odiasse, mas para mim ele era pleno por sua genialidade musical. Durante muitos anos pesquisei sobre sua vida e sempre procurava ver a história por trás da história, acompanhei os julgamentos, as notícias, e todos os fatos que marcaram sua vida.


Já prestou atenção que tudo que pode ser apontado no outro é bem mais fácil de identificar? E que normalmente temos por hábito apontar seguramente os defeitos alheios, ou fazer comentários maldosos sobre os outros e que dificilmente assumimos os nossos próprios erros? Quer fazer um teste? verifique uma situação em sua vida, pode ser aquele chefe que você "não aguenta mais".. vamos lá... é mais fácil dizer que ele é um autoritário, mesquinho, etc etc do que se avaliar e tentar modificar seu comportamento para assim mudar a postura do outro.. que na verdade não é esse outro que mudará, simplesmente você modificará seu modo de observar algo através de auto-avaliação, após se enxergar, apontar os próprios erros e assumir um compromisso em fazer uma transformação. Vamos lá, tente, comece por algo fácil... mas faça algo...


Hoje já crescida e tentando ser mais tolerante e consciente do mundo em que vivo entendo e defendo seguramente que cada um tem o direito de opinar, tomar partido, declarar o que quiser... desde q isso não cause um mal a outrém, e mais importante ainda aprendi que por mais que você se importe com algo haverá sempre alguém que simplesmente não se importa... O mundo definitivamente não pára para que você possa se refazer.


E como todas essas palavras juntas tomaram o rumo desse texto? Para aqueles que não conhecem sugiro que ouçam a música "man in the mirror" ou ao menos vejam a tradução nestes muitos sites de letras de músicas que existem por aí... leiam, observem e tirem suas conclusões.


E a vc MJ, meu mais sincero e doloroso adeus... Esta é uma homenagem a tudo que representou em minha vida, por me ensinar indiretamente a escutar letra, música e melodia de forma diferente e avaliar a harmonia entre os tantos sons... pela expressão corporal através da dança... por transmitir num olhar um mar de sentimentos, por se emocionar e tenta mudar sua forma de observar o mundo, por ser tão excentrico e intrigante, e mais ainda... ser simplesmente MJ.


"I'm starting with the man in the mirror

I'm asking him to change his ways

And no message could have been any clearer

If you wanna make the world a better place

Take a look at yourself, and then make a change "

Abaixo o link da música:



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Consumo Consciente

Certo dia estava eu circulando pelo supermercado aqui perto de casa quando vi um cartaz divulgando uma campanha de “consumo consciente”.
Eu que sempre gostei desse tipo de assunto e ultimamente tenho parado para observar o mundo com um olhar mais “sustentável” por assim dizer, me interessei de imediato pelo conteúdo.

A campanha chamava atenção para a quantidade de sacolas plásticas utilizadas pelos consumidores para levar seus produtos para casa. Quem faz compras para consumo doméstico sabe bem que o mínimo que se faz é separar os secos dos molhados, colocar uma sacola dentro da outra para reforçar e carregar os produtos mais pesados (refrigerantes, garrafas, latas, arroz, feijão, etc).

Isso me fez lembrar um ensaio fotográfico que vi numa revista sobre a quantidade de lixo jogada fora pelos americanos. No total eram 60 mil sacolinhas plásticas, que segundo pesquisas, são jogadas fora a cada 5 segundos pelos americanos. Já imaginou esse mar de sacos vindo em sua direção num dia de sol à beira mar? Não? Então veja a foto abaixo para ter uma idéia.


Imaginou?

Vamos voltar à campanha.

A proposta é substituir o consumo de sacolas plásticas por sacolas de tecido (que a empresa até vende por pouco mais de R$ 2,00, caso você não tenha) e passar a reutilizá-las quando for ao supermercado. Como eu queria atestar se dava certo mesmo a utilização da sacola de tecido, eu comprei uma e passei a utilizar e adorei a ideia por vários motivos:

1 – Utilizando a sacola eu notei que passei a pensar mais no que realmente preciso comprar, por causa do peso e do volume... Só uso sacola plástica em último caso;
2 – Um impasse foi: ok, eu posso colocar os produtos “secos” e os frios e congelados que molham a sacola? (para esse eu tive a idéia de revestir a própria sacola internamente com um plástico – vou ter que recorrer à minha mãe para fazer isso);
3 – É muito mais fácil de carregar porque você usa como bolsa, com as alças sobre o ombro... E não precisa carregar aquele monte de sacos pela mão.
4 – As sacolas são bem mais resistentes que plástico e você não fica preocupada em rasgar por causa do peso ou da fricção dos volumes.
5 – É uma forma de contribuir para a diminuição do consumo de sacos plásticos (pense na foto acima e na dificuldade que um animal marinho encontra para se desvencilhar deles, ou melhor, uma tartaruga costuma confundir sacos plásticos com o alimento dela... já se imaginou comendo plástico? Pois é...).
6 – Você está contribuindo diretamente, sem fazer muito esforço, para fazer um mundo melhor, diferente e mais consciente.

E foi assim que abracei a ideia e não saio de casa para ir às compras sem a minha sacolinha de tecido.

Beijos para vocês e um ótimo fim de semana!