Eu só consigo escrever quando tudo passa... E sim, essa é a prova de que você passou. Eu poderia escrever de diversas formas e metáforas, mas nada seria mais justo e límpido que simplesmente dizer... Passou.
Mas, para algo passar há de ter um começo, o meio (que chamo de entrelinha), o fim (uma decepção, talvez...) e o recomeço (este é o momento que “passa”). Tudo aconteceu em demasia... e o “demais” é aquilo que sempre sobra.. E sobrava muita coisa, sobravam muitas palavras, muitos afetos e também faltava... Tempo, vontade, desejo talvez? Confiança? Já não sei.
E assim como o por do sol daquele último momento de surpresa e ao ouvir “eu adoro a sua criatividade” eu tenha finalmente notado o descompasso e o que veio depois já é caso conhecido, consumado. Sim, não era para ser...
Ressentimentos? Não , não há... Passou, simplesmente, passou.
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