"I am beautiful, no matter what they say..."
Cada um de nós é belo de alguma forma para o universo em si, a sua forma se completa, se funde em algum trecho , em algum caminho, em algum local dentro dessa imensidão de mundos, de energias, de vibrações.
O que vemos hoje em nosso mundo, no Brasil, na América, na Terra é um padrão definido por meia dúzia de pessoas que por razões desconhecidas é seguido por bilhões de outras pessoas que querem pertencer ao grupo dos descolados, bonitões e etc.Nos anos 80, ser bonitão era andar com cabelo armado, jaquetas coloridas de vinil ou couro, para os homens a calça de couro ou lycra bem coladinha era a sensação... isso se você queria pertencer ou passar a imagem de que o seu jeito de se mostrar para o mundo era o jeito “rocker”.
O chato de tudo isso é que criando um padrão, seja ele qual for, todos precisam estar harmonicamente iguais. E sabemos que ninguém é igual. Costumamos comprar roupas por numeração, é o padrão de corte de roupa. Costumamos usar determinadas cores em determinadas épocas do ano (as mais claras no verão, as mais escuras no inverno) e nisso são atreladas dezenas de itens que fazem com que a tal estação seja marcada. Numa estação o roxo e azul estão em alta... em outra o rosa bebê, tons pastéis. O que normalmente diferencia é o tipo de corte da roupa e seus diversos detalhes (babados, apliques, franjas, recortes, sobreposições e por ai vai...).
E nessas idas e vindas entre um babado e outro acabamos por perceber que o nosso corpo nem sempre encaixa com a tal tendência e começam os grilos , expressões e a era das dietas milagrosas. Confesso que estava numa fase dessas de dieta.. eu acordei um dia olhei no espelho e me senti pesada, feia e sem graça.
Até que um dia encontrei com um velho amigo meu que me disse que eu estava ótima, e que depois de tanto tempo (tá, estamos ficando meio velhos,... rsrs) eu ainda continuava com meu corpão bem cuidado. Daí eu lembrei da época da escola e argumentei que era meio feinha na escola... e ele prontamente me disse: Você sempre foi linda...
Ok, ele não estava me cantando, não mesmo! Ele apenas disse o que muitas e muitas e muitas pessoas tentam me dizer todos os dias e eu simplesmente com minha cabecinha de avestruz olhando para o próprio umbigo, não ligo ou insisto em dar vazão ao sentimento ruim e pensar que sou a última das criaturas.
Daí por diante passei a sorrir para mim mesma no espelho todas as manhãs e repetir: “eu sou linda, não importa o que os outros digam... sinto-me bem, me cuido e me amo.. assim do jeitinho que eu sou” E não é que o danado do espelho voltou a sorrir para mim?
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