Na segunda manhã que te perdi...
Eu não quero mais falar sobre como aquele último reencontro mexeu comigo... como passei a enxergar coisas ao meu redor que eram tão claras mas que a minha débil sensibilidade não me deixava notar.
Desde aquela longa e esclarecedora conversa venho modificando minha forma de ver a vida. Sou alguém que se preocupa muito, demasiadamente com todos, que se preocupa demais em não magoar... justamente porque fui muito dura com muitas pessoas queridas ao longo da minha adolescência.
Nesse curto caminho percorrido vi que algumas pessoas que se diziam presentes, firmes e vitais em minha vida... na verdade agem por conveniência, quando sobra uma lacuna ou um acaso qualquer.
É triste perceber a quantidade de gente fútil, sem princípios ou ideais firmados que rodeiam o meu caminho... E a cada manhã e a cada final de noite eu percebo, vejo, enxergo, idealizo, discuto, argumento comigo mesma, tentando mais uma vez fazer com que aquela percepção seja mascarada pela própria fantasia, tentando ser política comigo mesma.
A verdade é que eu preciso aprender a ser dura, na medida certa, sem pisar, machucar, apenas para deixar as coisas em seus devidos lugares, para não ser feita de boba e nem deixar que qualquer um se ache no direito de me dizer o que quer e bem entende...
Este é o início de uma longa caminhada...
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